Fundação Florestal finaliza Planos de Manejo Espeleológico das cavernas do Vale do Ribeira

13/04/2010 14:51

Fundação Florestal finaliza Planos de Manejo Espeleológico das cavernas do Vale do Ribeira

Um mês após a entrega do Plano de Manejo Espeleológico da Caverna do Diabo, agora é a vez de mais 31 cavernas na região do Vale do Ribeira (SP) contempladas com o documento que orienta o uso do patrimônio natural, visando a sua conservação e manejo sustentável.
 
Ao todo são 20 cavernas no Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira – PETAR, 10 no Parque de Intervales, uma no Parque Estadual do Rio do Turvo, além da Caverna do Diabo que passam a ter definições específicas sobre a visitação pública, garantindo a prática do turismo sustentável.
 
Os Planos de Manejo das cavernas foram finalizados após dois anos de estudos, levantamentos e pesquisas, em um trabalho inédito no mundo, que envolveu mais de 100 especialistas, entre espeleólogos, geógrafos, historiadores, turismólogos, biólogos, arqueólogos, economistas e engenheiros. Os documentos também trazem alívio à população do Vale do Ribeira que viram, há dois anos, a sua principal fonte de renda, o turismo, ser ameaçada quando as cavernas foram interditadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - Ibama pela falta dos Planos de Manejo Espeleológico.
 
Na época, 46 cavernas estavam abertas para visitação pública. Preocupada com a situação a Fundação Florestal firmou, entre os meses de abril e junho de 2008, Termos de Ajustamento de Conduta – TAC’s com o Ministério Público Federal (MPF), se comprometendo a efetuar em dois anos os estudos de manejo espeleológico, necessários para a exploração turística das cavernas. Esses TAC’s garantiram a reabertura imediata das cavernas na região e permitiram a retomada do turismo. Ainda assim, até hoje, a medida traz reflexos no turismo local. A Caverna do Diabo, por exemplo, perdeu metade de seus visitantes que, aos poucos, voltam a freqüentar o Parque e a visitar uma das grutas mais conhecidas do Brasil.
 
Entre as novidades descobertas, também estão a possibilidade de aumentar o número de visitantes na caverna Santana, no PETAR, e de se criar novas rotas dentro da caverna Ouro Grosso, no mesmo parque. Hoje os visitantes só chegam até a primeira queda d’água na caverna, que possui outras seis. O Plano de Manejo da Ouro Grosso sugere rotas que levam os turistas a conhecer outras partes da caverna. Há também a possibilidade de ser lançado um roteiro interligando o PETAR, Intervales e o Rio do Turvo em uma trilha de 250 quilômetros de extensão. A Fundação Florestal pretende inaugurar, ao menos, 150 km desse trajeto até o final de 2010.
 
Conselho
Junto com a finalização dos Planos de Manejo, a Secretaria do Meio Ambiente – SMA e a Fundação Florestal criaram o Conselho Estadual do Patrimônio Espeleológico em Unidades de Conservação. Esse Conselho terá a participação dos órgãos vinculados à SMA, dos gestores das Unidades de Conservação com cavernas, as prefeituras dos municípios com patrimônio espeleológico significativo, universidades, centros de pesquisas, grupos de espeleologia e ONG's. O Conselho vai contribuir no trabalho de formulação de políticas públicas para o manejo e os cuidados com o patrimônio espeleológico bem como o seu entorno.
 
O Vale do Ribeira
Localizado no extremo sul do Estado de São Paulo, o Vale do Ribeira abriga todas as cavernas turísticas do Estado. Ao todo são 404 cavidades, entre elas as duas maiores e mais visitadas do País: a Caverna do Diabo, em Eldorado, e a Gruta de Santana, em Iporanga. Esse patrimônio espeleológico faz com que o Vale tenha a maior concentração de grutas do Brasil.
 
Considerada uma das regiões com o menor Índice de Desenvolvimento Humano – IDH do Estado, a população tem o turismo e a cultura da banana como principais fontes de renda. Por abrigar um dos maiores remanescentes de Mata Atlântica do Brasil, com rica biodiversidade e cenários naturais, a região atrai turistas do mundo inteiro interessados em conhecer a natureza preservada e a variedade de espécies de fauna que habitam o lugar.

 

Fonte: Sema/ SP
Data da Publicação: 13/04/2010
Código de referência: 794

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